5 coisas que você precisa saber sobre o sarampo

09/07/2024 Saúde | Vacinas Saúde Livre Vacinas
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A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul emitiu um alerta nesta semana para risco do sarampo. A doença avançou em todo o mundo, e preocupa particularmente neste mês de férias escolares e Olimpíadas de Paris. Sem a vacinação adequada e maior número de viajantes, o vírus pode voltar a circular no Brasil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem pedido cautela desde o início deste ano. Segundo a agência, os casos notificados aumentaram 94% em 2024 em relação ao ano anterior. Em parceria com a Unicef, a organização advertiu que há risco de surtos em mais da metade dos países do mundo, e que devem-se tomar medidas de prevenção o quanto antes.

“O sarampo tem um efeito devastador na saúde das crianças, com maior risco de complicações severas em bebês. Altos índices de hospitalização e o enfraquecimento de longo prazo na imunidade deixam as crianças mais vulneráveis a outras doenças infecciosas”, diz o comunicado.

Entenda mais sobre a doença em cinco pontos:

1 – O vírus do sarampo é extremamente contagioso

É muito difícil se proteger do vírus do sarampo sem a vacinação. Em primeiro lugar, porque um contato mínimo é suficiente para desenvolver a doença. Uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Ele se propaga pela respiração, fala, tosse e espirros. Além disso, o vírus pode ficar em gotículas pelo ar, especialmente em locais fechados, e contaminar superfícies como maçanetas, mesas e botões de elevador.

Em segundo lugar, a janela de contágio é muito grande. A pessoa que carrega o vírus começa a transmiti-lo entre 4 e 6 dias antes do surgimento dos sintomas, e 4 a 6 dias após eles já terem passado. Ele pode ainda ficar incubado de 7 a 21 dias após o primeiro contato. Isso dificulta a detecção após uma viagem, por exemplo, com tempo suficiente para infectar novas pessoas.

2 – É uma doença grave

Não são apenas manchinhas vermelhas pelo corpo. Até a criação da vacina, em 1963, epidemias chegaram a causar 2,6 milhões de mortes ao ano. A mortalidade foi drasticamente reduzida com a vacinação, resultando em uma queda de 80% no número de casos fatais entre 2000 e 2017 no mundo.

Essa doença só está sob controle quando os índices de imunização ultrapassam 90% da população. Ou seja: se a cobertura cai, o sarampo volta.

O sarampo foi considerado uma doença controlada no Brasil até 2016, quando o país recebeu a certificação de eliminação do vírus em território nacional. No entanto, em 2018 o vírus voltou a circular, e em 2019 o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”. Naquele ano, registraram-se 20.901 casos da doença.

3 – Não há cura para o sarampo

O tratamento do sarampo é apenas sintomático, uma vez que não há cura para a doença. É importante manter-se hidratado, alimentar-se bem, repousar e administrar antitérmicos conforme necessário. O diagnóstico é por exame clínico e exame de sangue.

Embora as manchas vermelhas na pele, que começam no rosto e se espalham pelo resto do corpo, sejam bastante características, os demais sintomas podem se confundir com outras infecções. Febre, tosse, coriza, mal-estar, conjuntivite e pontos brancos na mucosa da boca (manchas de Koplik) podem estar presentes. Complicações incluem pneumonia, otite e encefalite.

4 – Nem todos podem se vacinar – e, por isso, você precisa

Um dos maiores perigos do sarampo é o comprometimento do sistema imunológico do infectado, o que permite a entrada de outros vírus e de bactérias. Por isso, gestantes, bebês e pessoas com a imunidade já prejudicada estão no grupo de maior risco.

Por outro lado, como precaução, a vacina não é indicada nesses casos. Isso significa que a proteção desse grupo depende da imunidade criada ao redor dela – família, amigos e comunidade em geral precisam estar imunizados para evitar que o vírus chegue até os mais vulneráveis.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera imune a pessoa que recebeu duas doses da vacina tríplice viral ou tetraviral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Se não há comprovação de que o esquema vacinal foi completado (em caso de perda da carteira de vacinação, por exemplo), é recomendado procurar uma clínica para garantir as doses. Não há problema se elas forem repetidas.

5 – Bebês podem tomar a “dose zero”

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a SBIm recomendam duas doses: uma aos 12 meses e a outra aos 15 meses, seja da vacina SCR (tríplice viral) ou da combinada SCR-V (tetraviral).

No entanto, a proteção pode começar já aos 6 meses de idade com a “dose zero”. Trata-se da mesma vacina, mas que recebe esse nome porque não é considerada parte do esquema completo. Apesar de ser segura, desconsidera-se porque há risco de seu efeito não ser duradouro. Indica-se essa dose extra especialmente em casos de surtos de sarampo ou contato com pessoas que podem estar contaminadas.

Confira aqui o calendário de vacinação de acordo com a idade.

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