Vacinas para viajar: saiba quais são exigidas e atualize o cartão da família antes das férias

07/12/2022 Saúde | Vacinas Saúde Livre Vacinas
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Uma das partes mais importantes de qualquer viagem é a preparação. Não importa o destino, a época ou o tempo; o planejamento é a melhor forma de garantir que o passeio ocorra sem intercorrências e acabe em dor de cabeça. No final de ano, com a oportunidade das férias escolares, muitas famílias decidem sair de casa. Portanto, essa é a hora ideal de atualizar a carteirinha com as vacinas para viajar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há um único calendário internacional de vacinação que contemple todos os viajantes. Dessa forma, os imunizantes são indicados por cada país, e são constantemente atualizados para garantir a cobertura de doenças endêmicas.

Por isso, é necessário conferir o destino antes de sair de casa e carregar os documentos pedidos por cada um. Em geral, há dois motivos que tornam a vacinação importante: em alguns lugares, há exigência do governo local – sem comprovante, não é possível entrar no país. Esse requisito costuma ser imposto para proteger a população daquele território de doenças que possam ser levadas de outras partes do mundo.

Dica: pesquise o seu destino no site da Anvisa e veja quais são as recomendações para cada país.

Já o outro objetivo é proteger o próprio viajante de infecções que possam ser contraídas naquela área. Nesse caso, as vacinas para viajar não são obrigatórias, mas recomendadas de acordo com cada destino.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta os turistas brasileiros que garantam sua proteção, principalmente, com as vacinas contra febre amarela, poliomielite, tríplice bacteriana (contra tétano, difteria e coqueluche), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e hepatite A e B. O alerta vale tanto para viagens nacionais quanto internacionais.

Mas atenção: as vacinas devem ser tomadas até, no máximo, 10 dias antes da viagem, para que passem a ter efeito total.

Saiba mais sobre cada vacina para viajar e para onde são necessárias:

Febre amarela

Regimentada pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI), de 2005, a vacina contra a febre amarela é a mais exigida em todo o mundo. A doença é causada por um vírus transmitido por mosquitos infectados, como o Aedes aegypti. Ela pode provocar febre alta, mal-estar, icterícia, hemorragia, e choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Exigência: África do Sul, Índia, Maldivas, Austrália, Bolívia, Egito, China, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Bahamas, entre outros. A lista completa está disponível na página da Anvisa e da OMS.

Recomendação: Qualquer lugar em que haverá contato com a natureza, incluindo estados brasileiros, como Amazonas, Mato Grosso, Espírito Santo e Minas Gerais.

A vacina está disponível na rede privada e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É aplicada em duas doses a partir dos 9 meses e aos 4 anos; após essa idade, é uma dose única.

Documentação: Após tomar a vacina, é necessário emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Ele pode ser feito presencialmente nas unidades emissoras (veja aqui qual é a mais próxima) ou online através do portal de serviços do Governo Federal. O documento tem validade vitalícia e é obrigatório para todas as idades. Caso não seja possível tomar a vacina por contraindicação, deve-se ter um Certificado de Isenção assinado por médico.

Dica: confira as orientações de todos os países em que haverá desembarque durante a viagem, mesmo que apenas em conexão.

Covid-19

No último ano, diversos países derrubaram a obrigatoriedade de vacinação contra o coronavírus. No entanto, a doença ainda está presente em todo o mundo e mais casos são impulsionados com a chegada de novas variantes. Além disso, é necessário estar em dia para reentrar no Brasil.

Exigência: Atualmente, o comprovante de vacinação ou teste negativo é pedido em Dubai, Panamá, Peru, Tailândia, Uruguai, Chile e Colômbia. No Japão, é necessário ter as três doses de qualquer marca ou teste negativo; Para Cuba e Estados Unidos, é obrigatório estar imunizado. Com a evolução constante da pandemia, a indicação é conferir no consulado de cada país qual a orientação atual.

Recomendação: Para qualquer destino, incluindo dentro do Brasil.

Documentação: A emissão do comprovante é feita através do ConecteSUS, que tem validade internacional. No caso de teste com resultado negativo, ele deve ser feito até 72 horas antes do embarque.

Poliomielite

Conhecida ainda como paralisa infantil, a poliomielite é uma doença provocada pelo poliovírus. A transmissão ocorre por objetos, alimentos e água contaminados ou secreções. Causando febre, vômitos, diarreia, espasmos e flacidez nos músculos, ela pode deixar sequelas graves e, eventualmente levar à morte.

Exigência: Paquistão e Somália.

Recomendação: China, Indonésia, Turquia, Egito, Madagascar, Serra Leoa, Angola, Afeganistão, Malásia, Filipinas, Zâmbia, Costa do Marfim, Moçambique, Mali, entre outros.

Documentação: Por não ser padronizado como no caso da febre amarela, o comprovante deve ser feito presencialmente. A Anvisa recomenda que os viajantes “entrem em contato com a embaixada ou consulado do país de destino para verificar qual o tipo de vacinação está sendo solicitado”. De acordo com o órgão, as formas de comprovação podem variar. O certificado tem validade de 12 meses após a vacinação.

Meningite

As vacinas protegem contra o meningococo, uma das bactérias que pode causar inflamação nas membranas que revestem o cérebro. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre alta, fraqueza, vômitos e rigidez na nuca. Em seguida, nos casos graves, pode provocar convulsões, coma e morte.

Exigência: Arábia Saudita e Líbia.

Recomendação: Todos os destinos.

Documentação: Assim como no caso da poliomielite, deve ser feita presencialmente. A validade é de 5 anos a partir da data de vacinação para a vacina Meningite ACYW, e de 3 anos para a Meningite C.

Hepatites A e B

A hepatite é uma inflamação do fígado, provocada, nesses casos, por vírus. Enquanto a A tem contágio fecal-oral, a B é sexualmente transmissível. A imunização pode ser feita com vacina específica para o tipo A e o tipo B ou com a combinada.

Recomendação: Para quaisquer destinos, em especial os locais que tiverem condições sanitárias precárias. 

Descubra a unidade Saúde Livre mais próxima para atualizar os cartões da família com vacinas para viajar ou agende uma visita domiciliar com o Home Care.

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